Ditadura cubana com MENOS TURISTAS - E A CRISE SÓ PIORA!

Podemos notar que na vida, não existe o fim do poço literal. Lá embaixo, sempre terá um alçapão, o qual os fracassados poderão cair e afundar ainda mais. Cuba, um país comunista falido, é um exemplo perfeito disso!

A queda vertiginosa do turismo em Cuba não é apenas mais um número decepcionante nas estatísticas econômicas da ilha. É o reflexo de um sistema que, há décadas, se recusa a reconhecer seus próprios fracassos, insiste em manter um modelo autoritário e centralizador e continua a punir sua população com escassez, censura e estagnação. Entre janeiro e julho de 2025, Cuba recebeu 23,2% a menos de turistas estrangeiros do que no mesmo período do ano anterior. Isso representa uma perda de mais de 338 mil visitantes internacionais, segundo dados da Oficina Nacional de Estatísticas e Informação (ONEI). A meta oficial de 2,6 milhões de turistas para o ano já é considerada inalcançável, e os prognósticos mais realistas apontam que o país dificilmente ultrapassará os 2,2 milhões de visitantes registrados em 2024 — que já havia sido o pior número em quase duas décadas, excetuando os anos da pandemia.
Mas essa queda não é um fenômeno isolado. Ela é apenas mais uma peça no quebra-cabeça da decadência cubana, em que cada setor da economia e da vida social está afundando sob o peso de um regime que insiste em ter o controle absoluto. O turismo, que já foi considerado a locomotiva da economia cubana, está agora descarrilado. E não há sinal de que o governo tenha qualquer intenção de mudar de rota. Pelo contrário: enquanto os hotéis estão vazios, os aeroportos em ruínas e os serviços básicos em colapso, o regime continua investindo em infraestrutura turística que ninguém usa, ignorando as necessidades urgentes da população em áreas como saúde, alimentação e energia.
Apesar de a crise do turismo ser multifatorial, todas as causas apontam para a mesma raiz: o Estado cubano e suas intervenções exageradas e desastrosas no setor turístico. Desde a revolução comunista de 1959, o Estado cubano atribuiu a si a incumbência de controlar toda a infraestrutura do país. E qual foi o resultado disso? A infraestrutura está deteriorada, hotéis sem água, sem energia elétrica e sem condições mínimas de higiene. Os aeroportos enfrentam longas filas, falta de climatização e problemas técnicos constantes. Os apagões são frequentes, e o desabastecimento atinge até os produtos mais básicos.

(Sugestão de Pausa)

O Grupo de Administração de Empresas S.A. (GAESA), controlado pelas Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, é responsável pela maioria dos investimentos no setor turístico. Essa centralização extrema, típica de regimes autoritários, ignora completamente as demandas reais do mercado. Em vez de melhorar os serviços básicos, o regime constrói hotéis de luxo que permanecem vazios. Em vez de investir em energia, transporte e agricultura, canaliza recursos para empreendimentos turísticos que não têm público. É uma lógica perversa, em que o planejamento econômico não se baseia em eficiência, mas em controle. E é exatamente esse controle que impede qualquer possibilidade de recuperação. O Estado cubano não permite concorrência, não tolera críticas e não admite falhas. E, como sempre, quem paga a conta é o povo cubano.
A insegurança, embora não se manifeste em altos índices de violência urbana, revela-se na repressão política, na censura e na perseguição a qualquer forma de expressão que desafie o discurso oficial. Turistas que ousam documentar a realidade da ilha são detidos, interrogados e deportados. Em setembro de 2024, um casal de peruanos foi expulso de Cuba após gravar vídeos nas ruas de Havana para seu canal no YouTube. Foram acusados de "transmitir informações que afetavam a imagem do país" e tiveram seus celulares confiscados. Esse tipo de abuso não é exceção, mas sim a regra política do Estado. Além deles, em maio de 2025, três influenciadores espanhóis foram à ilha de Fidel Castro e relataram que, em um determinado dia, não puderam filmar mais nada, porque estavam sob vigilância. Além disso, foram interrogados pela segurança do Estado. Pois é, parece que ditadores detestam uma câmera fora do seu campo de visão.
Com base nisso, nota-se que a repressão não se limita aos cubanos. Ela se estende a estrangeiros, jornalistas, artistas e a qualquer um que ouse mostrar ao mundo o que realmente acontece na ilha. E isso tem um efeito devastador sobre o turismo. Quem quer visitar um país onde pode ser preso por filmar uma rua? Quem quer se hospedar em um hotel onde falta água e energia? Quem quer passar férias em um lugar onde a liberdade é privilégio reservado apenas aos membros do partido comunista?

(Sugestão de Pausa)

A resposta é óbvia: cada vez menos pessoas. E os números confirmam isso. O mercado russo, que nos últimos anos foi tratado como a salvação do turismo cubano, caiu 41,8% em 2025. Alemanha, Espanha, França e Canadá também registraram quedas significativas. Apenas argentinos e colombianos apresentam bons números, mas são insignificantes diante da perda geral. Até mesmo os cubanos residentes no exterior, tradicionalmente uma fonte estável de visitantes, reduziram suas viagens à ilha em 21,5%. A tendência é clara: Cuba está se tornando um destino evitado e não desejado como era no passado distante.
Enquanto isso, outros países do Caribe comemoram recordes de visitantes. Punta Cana, Cancún, Aruba e Jamaica estão atraindo turistas com infraestrutura moderna, liberdade de expressão e serviços de qualidade. Cuba, por outro lado, continua presa a um modelo que não funciona, que não atrai e que não entrega. E o mais grave: continua investindo nesse modelo, como se a insistência fosse suficiente para transformá-lo em sucesso.

A queda do turismo tem efeitos diretos sobre a economia da ilha. Menos visitantes significam menos transações cambiais, menos empregos e menos recursos para serviços públicos. O turismo é uma das principais fontes de receita do país, ao lado das remessas e da exportação de serviços profissionais. Sem ele, o Estado perde o pouco investimento que ainda tem, e a vida da população cubana piora ainda mais. A crise energética se agrava, os apagões se tornam mais frequentes e o desabastecimento atinge níveis alarmantes. A emigração aumenta, e o desespero se espalha.
Mas o regime não muda. Não reconhece seus erros, não ouve sua população e não aceita ajuda externa que não esteja sob seu controle. A narrativa oficial continua culpando o embargo dos Estados Unidos, como se todas as mazelas da ilha fossem resultado de uma política externa. É verdade que as sanções dificultam o acesso a recursos e mercados, mas elas não explicam a censura, a repressão, a má gestão e a corrupção endêmica. Não explicam por que turistas são deportados por filmar ruas. Não explicam por que hotéis não têm água. Não explicam por que o regime continua investindo em infraestrutura turística que ninguém usa.

(Sugestão de Pausa)

O problema de Cuba não é o embargo: é o comunismo, o autoritarismo e a recusa em abrir mão do controle absoluto. É a crença de que o Estado sabe tudo, pode tudo e deve tudo. É a negação da liberdade, da iniciativa privada e da responsabilidade individual. E é por isso que o libertarianismo oferece uma resposta clara e contundente: o fim da centralização de poder do Estado.

Em uma sociedade livre, o turismo seria gerido por empresas que competem pela preferência dos consumidores. Hotéis que não oferecem bons serviços seriam abandonados, e seus donos teriam que melhorar ou fechar. Guias turísticos que censuram visitantes seriam demitidos. Investimentos seriam feitos com base na demanda real, não na ideologia. E os turistas voltariam, porque encontrariam liberdade, qualidade e respeito. Mas em Cuba, nada disso é possível. Porque o Estado controla tudo. E quando o Estado controla tudo, tudo falha. O turismo é apenas mais uma vítima desse controle — assim como a saúde, a educação, a agricultura e a energia. Tudo está em colapso. E tudo continuará em colapso enquanto o regime se mantiver.

A queda do turismo é um sintoma. O diagnóstico é claro: Cuba está doente. E a doença é o comunismo. A cura? Liberdade e abertura de mercado. E, acima de tudo, o fim do Estado como gestor da vida das pessoas. Porque, enquanto houver Estado, haverá censura, repressão e incompetência. E, enquanto houver ineficiência, não haverá turistas, nem esperança. A ilha que já foi símbolo de glória, cultura e beleza está se tornando um exemplo de decadência, abandono e desespero. E isso não é culpa dos Estados Unidos, nem dos turistas. É culpa de um regime que se recusa a mudar, que se alimenta da miséria e que sobrevive graças à repressão. A queda do turismo é apenas mais um capítulo dessa tragédia.

Referências:

https://www.infobae.com/america/america-latina/2025/08/19/mas-problemas-para-la-dictadura-de-cuba-la-isla-recibio-entre-enero-y-julio-un-232-menos-de-turistas-extranjeros/

Sobre o casal peruano que foi deportado.
https://pt.cibercuba.com/noticias/2024-10-13-u1-e199370-s27061-nid290062-deportan-turistas-visita-cuba-grabar-calles-habana

Sobre os três influenciadores espanhpois
https://diariodecuba.com/cuba/1748456952_61332.html

Hoteis cubanos sem água
https://pt.cibercuba.com/noticias/2025-07-30-u1-e197721-s27061-nid308015-cuba-cierran-hoteles-cayo-cruz-falta-agua-potable

Sobre o aeroporto de Havana
https://pt.cibercuba.com/noticias/2025-05-22-u1-e42839-s27061-nid303372-turista-comparte-experiencia-aeropuerto-habana-banos

Sobre os hotéis de Cuba.
https://www.estadao.com.br/economia/cuba-novo-hotel-luxo-havana-criticas-crise-economica-queda-turismo-nprei/?srsltid=AfmBOorSN4qITng6dncZDTw8AqivyTpCNWu9JxRmu6GH2_-yVjDyJpbY