Daqui a 100 anos os nossos netos viverão na utopia do "Lulaquistão", comandada por uma Inteligência artificial do Molusco, já que se o Lula sair do poder o PT morre de vez.
O ex-ministro da Justiça de Lula e agora parte da trupe do "Rei Sol" no Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, esteve sendo cogitado recentemente por jornalistas como um possível candidato para suceder Lula na próxima eleição, e isso o levou a aparecer como uma das opções em uma pesquisa eleitoral feita pelo Instituto Gerp.
No primeiro cenário, sem Lula na jogada mas com Bolsonaro na disputa, Dino tinha apenas 6% das intenções de voto, com o Bolsonaro tendo 39% e Ciro Gomes com 13%. E nem sem Lula e Bolsonaro o cenário melhora, pois Dino ficou apenas com 8%. Eu acredito que perder em intenções de voto pro Ciro Gomes é algo muito triste.
Isso obviamente não matou a ideia de ter a Baleia do STF concorrendo nas eleições, pois em meio a impopularidade do atual governo,os esquerdistas mais radicais continuam se iludindo e querem insistir em um candidato mais radical para 2026, como se o problema deles fosse "não ter sido radical o suficiente". Já que eles próprios não têm ninguém que tenha apelo ao povo, Flávio Dino poderia ser um candidato mais viável, já que ele já foi governador e poderia usar do STF para bater em Bolsonaro e se valer disso como propaganda nas eleições para puxar voto dos anti-bolsonaristas.
Mas é pouco provável que isso aconteça, pois no dia 20 de março, o digníssimo ministro da Fazenda, Fernando Taxxad, havia afirmado que o corrupto cachaceiro na presidência da república (leia-se "Luiz Inácio Lula da Silva”) será novamente o candidato do PT a presidência do bananil em 2026. O molusco de 9 tentáculos havia dito durante sua campanha em 2022 que ele não tentaria a reeleição posteriormente, mas assim como todas suas outras promessas, ele também voltou atrás nessa.
Durante uma entrevista na Globo, Haddad fez a encheção de linguiça de sempre e disse que "o partido continua se renovando", mas "mantém seu compromisso com as bandeiras progressistas que sempre defenderam. Podia até haver dúvida, até o presidente estimulou um certo debate em torno disso. Hoje há uma coesão em torno do nome do presidente Lula e nós vamos seguir trabalhando juntos”.
Praticamente o Haddad confirmou que qualquer dúvida que a alta cúpula do PT tinha no início se esfarelou e eles já decidiram, com quase 2 anos de antecedência até a próxima eleição, que Lula continuará a ser o candidato. Embora nós tenhamos que nos lembrar que o próprio Haddad cogitou publicamente a possibilidade de ele ser o candidato a presidência, tal como foi em 2018.
O Lula está com a popularidade em queda livre e está sofrendo críticas até da própria esquerda por não conseguir se consolidar e combater a "direita golpista", sendo que a esquerda como um todo está extremamente fraca e não quer encarar essa realidade, como vimos na "minifestação" de Boulos em São Paulo, no dia 30, um evento que era para ser contra a anistia, mas que mostrou que eles não tem mais engajamento para manifestações, ao ponto em que querem agir como oposição sendo que são a base do atual governo.
Ao contrário da direita, que pode ser unificada por elementos como fé, cultura, nacionalismo ou até a própria oposição à esquerda, o outro lado frequentemente ignora esses fundamentos em prol da pureza ideológica. Isso implica que discordâncias não são vistas meramente como casualidades, mas como traições à causa e ao partido. Essa inclinação é clara em ideologias mais extremas da esquerda e historicamente sempre deu uma ênfase significativa na eliminação de "revisionistas", aqueles que interpretam o marxismo de maneira um pouco diferente.
O exemplo mais claro disso foi na Guerra Civil Espanhola. Os nacionalistas eram fragmentados em diversas facções, como os Monarquistas, os Fascistas, os Carlistas e etc, e embora tenham sido terríveis, todos conseguiram ter uma liderança centralizada em Francisco Franco. Enquanto isso, os republicanos englobavam esquerdistas, democratas, socialistas, anarquistas e comunistas, todos com lideranças fragmentadas e em muitos casos eram até considerados lados diferentes da guerra civil ao passo que se preocupavam mais em derrubar e tomar controle de seus "aliados" do que combater o inimigo.
E podemos ter até exemplos mais recentes, como na Bolívia, onde o Evo Morales está brigando constantemente para derrubar o atual presidente Luis Arce, embora ambos sejam de esquerda e o próprio Arce tenha sido Vice-presidente de Morales no passado. Tudo no alto escalão dos partidos de esquerda não passa de uma luta interna pela liderança, então muito provavelmente outros partidos brigaram para Lula sair da disputa em 26 para dar chance de um nome de esquerda com menos rejeição manter o poder, embora seja pouco provável que tenham sucesso.
A alta cúpula do PT já não gostou do fato de Flávio Dino ter sido indicado para Ministro do STF no ano passado, por não ser propriamente do PT. O partido tem perdido cada vez mais relevância no cenário político, até mesmo dentro da própria esquerda, com Lula sendo a única coisa que o auxilia a continuar elegendo candidatos e, como nós explicamos com o caso do Evo Morales, o partido não entregará esse posto sem antes lutar ou afundar a esquerda junto, já que se Lula se aposentar ou eventualmente morrer, não terá nenhuma figura com popularidade própria e qualquer voto que possa conseguir será apenas em nome do "legado do Lula" que já está totalmente na lama a esse ponto. A mesma coisa aconteceu com o Partido Trabalhista Brasileiro, que após o “desvivamento” de Getúlio Vargas, não conseguiu produzir nenhuma figura relevante e foi extinto da política nacional, deixando de existir como partido poucas décadas depois.
Nós todos sabemos que não há nada mais revigorante e emocionante do que assistir duas pessoas que se identificam com o mesmo grupo político se destruindo por briga pelo poder, questões muito específicas da própria ideologia ou até enviando ameaças de morte uma à outra. Se você já participou de uma discussão online, você sabe do que eu estou falando.
Esse tipo de conflito é notável porque as pessoas que se identificam com a esquerda tendem a brigar entre si frequentemente e muitas vezes mais do que contra seus adversários da direita, que eles consideram fascistas e seres terríveis. Comparado a esquerda, a direita raramente sofre com luta interna na mesma intensidade, mas é claro, a direita não é completamente unida aqui no Brasil e as disputas mais comuns ocorrem entre os que defendem um estado grande supostamente "nacionalista" e os liberais e libertários focando mais no lado econômico.
Mas, no geral, essas diferentes facções da direita pelo menos toleram a existência umas das outras e, quando não, são odiadas por todas as outras, tal como o MBL que manchou sua imagem tentando se aliar com o PSOL e outros partidos de esquerda para derrubar Bolsonaro e se tornar a nova liderança da direita brasileira. Já a esquerda tende a estar em um estado constante de conflito interno, com sociais-democratas, comunistas, socialistas moderados e progressistas brigando sobre qual ideologia transformará o Brasil e o mundo em uma utopia, enquanto todas elas falham em fazer um governo minimamente funcional e acabaram trazendo o mesmo resultado: A esquerda radical se tornando irrelevante na política e abrindo caminho para um mundo libertário e longe dessas ideias do passado.
https://revistaoeste.com/politica/dino-pode-ser-o-nome-da-esquerda-para-2026/